Caso Vitória Gabrielly: Advogado de Júlio Cesar vai recorrer condenação de 34 anos de prisão de seu cliente
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Caso Vitória Gabrielly: Advogado de Júlio Cesar vai recorrer condenação de 34 anos de prisão de seu cliente

Redação

22 de outubro de 2019
Atualização:22 out 2019 às 20:01

O Advogado de defesa de Júlio Cesar Ergesse, Glauber Bez, disse nesta terça-feira (22), ao Correio do Interior que irá recorrer na Justiça, quanto a condenação de seu cliente, na participação da morte da jovem de 12 anos, Vitória Gabrielly em junho de 2018 na cidade de Araçariguama.

Júlio Cesar recebeu a condenação em Júri Popular nesta terça-feira (21), no Fórum de São Roque. O júri durou quase 11 horas, e no final ele foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio, um ano e seis meses por ocultação de cadáver e três anos por sequestro. A pena foi aumentada para 34 anos no total porque o crime foi cometido com motivo torpe e meio cruel, agravado pela impossibilidade de defesa da vítima.

Gluaber Bez, disse que irá pedir a Justiça que o caso seja revisto e que inúmeros pontos da condenação e do caso devem ser debatidos.

Acusado

O público não foi autorizado a acompanhar o depoimento de Júlio, que ocorreu na parte da tarde. Somente os advogados e os integrantes do júri permaneceram no auditório.

O julgamento teve início às 9h e o júri primeiramente ouviu as testemunhas. Uma das quatro testemunhas de acusação disse que o assassinato da adolescente se tratou de uma “queima de arquivo”.

A afirmação está relacionada com a linha de investigação de que a adolescente de 12 anos teria sido morta por engano. Vitória teria sido confundida por Júlio e o casal Bruno Marcel de Oliveira, de 33 anos, e Mayara Borges de Abrantes, 24 anos, com outra pessoa. Eles teriam sido mandados para cobrar uma dívida de drogas.

Recurso

Além de Júlio, também são acusados do assassinato da garota de 12 anos o casal Bruno e Mayara. Os réus responderão por sequestro, homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, meio cruel, recurso que impediu a defesa da vítima e ocultação de cadáver.

Os outros dois envolvidos no crime haviam solicitado à defesa um recurso para tentar impedir que passassem por júri popular. O Tribunal de Justiça disse ainda que, como o processo corre sob segredo de Justiça, não poderia fornecer mais informações sobre o caso.

Em 26 de fevereiro deste ano, o trio foi convocado para a terceira audiência do caso no fórum de São Roque. Entretanto, Bruno e Júlio não compareceram, quando foi marcada uma nova data para serem ouvidos, em 15 de abril. A audiência durou meia hora e somente a ré Mayara Borges de Abrantes esteve presente, tendo sido interrogada.

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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