Cantor Sérgio Reis acorda com Polícia Federal em sua casa após atacar Governo
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Cantor Sérgio Reis acorda com Polícia Federal em sua casa após atacar Governo

Igor Juan

20 de agosto de 2021
Atualização:20 ago 2021 às 11:03

A Polícia Federal faz uma operação que tem como alvo o cantor Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ). Os agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A corporação apura “eventual cometimento do crime de incitar a população, por meio das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), e são cumpridas nas seguintes unidades da Federação: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso, Ceará e Paraná.

Em Brasília, os agentes fazem buscas na Câmara dos deputados, no gabinete de Otoni de Paula e, no Rio de Janeiro, em dois endereços ligados ao parlamentar: nos bairros Anil e Barra da Tijuca, ambos na zona oeste da cidade.

Sérgio Reis é investigado após anunciar pelas redes sociais no dia 14 de agosto que organizaria uma manifestação, com o movimento dos caminhoneiros e agricultores, em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A sede do protesto, segundo o artista, será Brasília.

Na postagem, Sérgio Reis fez ameaças à democracia e afirmou que a ideia do movimento é pedir uma ação dos militares junto ao presidente, para “salvar o país”, de acordo com o cantor.

A gravação se tornou alvo de críticas e investigações. Membros do Ministério Público Federal (MPF) pediram apuração sobre o caso. Por causa do áudio, ao que informado pelo jornal Metrópoles  também foi aberto um inquérito no Departamento de Combate à Corrupção (Decor).

Já o deputado Otoni de Paula foi denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês passado por, durante duas transmissões ao vivo, imputar fatos afrontosos à reputação de Alexandre de Moraes e ofender a dignidade e o decoro do magistrado.

O deputado é investigado no inquérito que apura, entre outros crimes, a movimentação de recursos destinados a realizar propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política.

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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