Campinas começa a triagem de voluntários para testes de vacina chinesa contra o coronavírus

Gabriel Kazuo

14 de julho de 2020
Atualização:14 jul 2020 às 10:09

A cidade de Campinas começou a selecionar voluntários para a testagem da vacina chinesa criada pela Sinovac, para combater o coronavírus.  A inscrição pode ser feita por meio de um aplicativo do Instituto Buntantã, que firmou a parceria com a empresa chinesa.

Para fazerem os testes, os voluntários devem residir em Campinas ou em cidades vizinhas da Região Metropolitana, ou perto da região do HC da Unicamp, um dos laboratórios onde os testes serão feitos. O aplicativo para fazer as inscrições também está no site do Governo Estadual.

Critérios para se candidatar para os testes da vacina

  • Ser profissional da Saúde e estar atuando no combate da pandemia;
  • Não pode estar participando de outros testes de remédios;
  • Não pode estar infectado com o coronavírus;
  • Mulheres não podem estar grávidas;
  • Não podem estar com outras doenças;
  • Devem morar perto do HC da Unicamp

“A nova plataforma permite que o voluntário interessado responda a algumas perguntas iniciais para saber se tem o perfil necessário para participar dos testes. Após esta etapa, serão informados os endereços dos centros de pesquisa que devem ser procurados para, enfim, iniciarem todos os processos necessários para confirmar a participação. Cada centro ficará responsável pelas informações coletadas dos voluntários, que serão sigilosas”, informou o governador João Dória (PSDB), em entrevista coletiva nesta segunda-feira (13), no lançamento da campanha de seleção de voluntários.

Campinas começará a aplicar a vacinação no dia 20 de julho, junto com outras cidades pré-selecionadas. Em caso de resultado positivo, serão produzidas 60 milhões de doses para toda a população brasileira, em junho de 2021. Os testes realizados na China comprovaram a eficácia da vacina em animais.

A corrida para por um fim à pandemia

Além da vacina feita pela Sinovac, outros três medicamentos estão sendo testados em humanos, e podem ser outras vacinas alternativas para combater a pandemia. Segundo a Agência de Notícias Reuters, França e EUA já trabalham com a possibilidade de fabricar uma vacina para todo o Hemisfério Norte muito em breve.

Criada pelos EUA, o presidente Donald Trump deseja disponibilizar 300 milhões de doses do medicamento, até o final de 2021, em diversos países. Várias empresas de biotecnologia participaram da invenção deste remédio, inclusive a AstraZeneca, que também ajudou a criar a vacina de Oxford, uma das mais promissoras para a cura da COVID-19.

A Rússia, outra potência econômica mundial, também resolveu ajudar na luta contra o coronavírus e também resolveu criar uma vacina, cujos testes foram bastante positivos, produzida pela Universidade Sechenov, em Moscou. Apesar de ainda não ter muitos estudos científicos que atestem a eficácia do remédio, os primeiros testes em humanos foram positivos. De 38 pessoas testadas, todas conseguiram apresentar respostas imunológicas contra o vírus. Os russos planejam disponibilizar as doses já em setembro.

Porém, a vacina russa é a única até o momento que possui efeitos colaterais. Os voluntários tiveram febre e dor de cabeça, irritação na garganta, dor nas articulações e vermelhidão no local da punção, por 24 horas. Por conta disso, eles devem ser novamente testados contra a COVID-19 nos meses seguintes, para avaliar se eles não acabaram contraindo o vírus novamente.

Por falar na vacina de Oxford, ela também está em fase de testes no Brasil, sendo que no Estado de São Paulo, ela conta com a parceria da Unifesp. A previsão é de que ela seja já disponibilizada no final de 2020.

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