Brasil receberá milhões de vacinas contra Covid-19 até março
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Brasil receberá milhões de vacinas contra Covid-19 até março

Gabriel Kazuo

16 de fevereiro de 2021
Atualização:16 fev 2021 às 18:49

A vacinação no Brasil contra a Covid-19 segue num ritmo muito lento, gerando diversas críticas da sociedade, Imprensa, governos e secretarias estaduais, e agentes políticos. É muito grande a insatisfação de muitos com a gestão do ministro Eduardo Pazuello e a pressão para que mais doses de vacinas sejam liberadas aumenta a cada dia.

Essa pressão fez com que o ministro Pazuello fosse chamado a dar explicações sobre o combate ao coronavírus no Senado Federal, onde garantiu que toda a população brasileira seria vacinada em 2021. Porém, os dados mostram que isso está longe de acontecer, pois, segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa, 5.285.981 pessoas tomaram a primeira dose e 256.813, a segunda dose de vacinas.

Contudo, o mês de março promete dar a Pazuello um certo ”alívio” nas cobranças, pois, segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Saúde irá receber 42,5 milhões de doses de vacinas da Covax Facility, consórcio da OMS de envio de imunizantes de vacinas de diversas empresas, para vários países do mundo.

Dessas 42,5 milhões, 2,65 milhões são da vacina de Oxford, e chegarão ao país neste mês de março. O consórcio ainda dará ao Brasil, mais 7,95 doses do imunizante inglês até o mês de junho. Até o final de 2021, o Brasil receberá 32 milhões de doses da Covax Facility.

Do Instituto Buntantã, o Ministério da Saúde receberá 100 milhões de doses da Coronavac, sendo que 18 milhões já foram entregues nesses dois meses (8,7 milhões em janeiro e 9,3 milhões em fevereiro). O restante das 82 milhões de doses devem ser enviados até a pasta, em lotes mensais, até setembro.

Da Fiocruz, o Ministério já enviou 6 milhões, das 224 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, além dos 32 milhões do mesmo imunizante que receberá da Covax Facility. O Ministério irá receber 20,7 milhões de doses da vacina inglesa em março.

Nesta semana, o governo deve fechar um acordo com o Instituto Gamaleya, da Rússia, onde importará 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, em parceria com a União Química. Aliás, há a previsão de que a empresa farmacêutica brasileira consiga recursos para a produção da vacina russa no segundo semestre.

Por fim, o governo também deve fechar um acordo para compra de 20 milhões de doses da Covaxim, vacina produzida na Índia, sendo 8 milhões de doses já sendo entregues entre março e abril. Caso todas essas remessas de vacinas sejam distribuídas, provavelmente a vacinação no país deverá dar um salto significativo para que se supere o mais rápido possível essa pandemia.

As vacinas devem chegar ao Brasil até março e não abril como informado anteriormente
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