
Um alerta voltou a acender no Brasil: o sarampo, doença que chegou a ser considerada controlada no país, pode estar ressurgindo. O Ministério da Saúde confirmou que está investigando dois casos suspeitos em Campos Lindos, no Tocantins. Os pacientes, que apresentam sintomas característicos da infecção viral, relataram contato com pessoas vindas da Bolívia — país que enfrenta um surto expressivo neste ano.
Uma equipe técnica foi enviada à cidade para acompanhar de perto a situação, reforçar a vacinação e evitar que o problema se espalhe. Amostras dos pacientes foram coletadas e aguardam análise laboratorial. Caso seja confirmada a presença do vírus, medidas de bloqueio e imunização emergencial serão adotadas imediatamente.
Embora o Brasil tenha recuperado, no início de 2025, o certificado internacional de país livre do sarampo, já foram registrados cinco casos neste ano — no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal — todos considerados isolados. No entanto, a suspeita de dois casos na mesma cidade, somada ao avanço da doença em países vizinhos, acende o sinal de alerta para uma possível reintrodução do vírus.
O sarampo é extremamente contagioso — mais que a gripe e a Covid-19 — e pode sobreviver no ar por até 24 horas. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. Entre os sintomas mais comuns estão febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Em casos graves, pode causar complicações como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças pequenas.
A prevenção é clara: vacinação. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser aplicada em duas doses, aos 12 e 15 meses de idade. Em situações de surto, o Ministério da Saúde recomenda uma dose extra para crianças a partir dos 6 meses e reforço para adultos que não tenham esquema vacinal completo.
A pressão internacional também preocupa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Américas registraram, em 2025, mais de 7 mil casos e 13 mortes por sarampo. A Bolívia notificou 60 casos somente neste ano, e países como Canadá e México lideram em número de infecções e óbitos. O contato com pessoas não vacinadas vindas de regiões com surtos aumenta o risco de o Brasil voltar a enfrentar uma epidemia.
Entre 2018 e 2022, o país contabilizou quase 40 mil casos e 40 mortes, o que levou à perda do certificado de eliminação conquistado em 2016. A retomada, anunciada neste ano, depende agora da manutenção da cobertura vacinal e da vigilância constante — especialmente nas áreas de fronteira, onde o vírus pode atravessar sem pedir passaporte.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




