Bolsonaro é intubado na UTI e gera impacto e preocupação no Brasil

Redação

15 de julho de 2021
Atualização:15 jul 2021 às 1:23

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisou ir para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e chegou a ser intubado como medida de precaução.

A afirmação de Flávio foi feita à rádio Jovem Pan. O parlamentar revelou que Bolsonaro teve dificuldades para respirar no início da manhã desta quarta-feira e que está sendo monitorado para evitar que ele aspire o líquido que estava subindo do estômago.

Durante a entrevista, o filho mais velho do presidente informou que ele já tinha sido internado de sábado para domingo com uma crise de soluços, apneia e dificuldade para dormir, mas foi liberado.

O presidente já está na Capital paulista para fazer exames complementares para verificar a necessidade de uma cirurgia de emergência no hospital Vila Nova Star.

Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (14) e diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal.

Bolsonaro corre risco de morte ?

Após o presidente Jair Bolsonaro  ser internado devido a crise de soluços que já dura mais de dez dias, as dúvidas sobre a gravidade da situação cresceram em meio a necessidade cirúrgica.

O soluço é provocado por um espasmo do diafragma, uma estrutura muscular que separa o tórax do abdome, durante a inspiração, concomitante ao fechamento da glote, causando um ruído bem característico, que já é conhecido e associado.

A gastroenterologista do Hospital Brasília, Zuleica Barrio, esclareceu em entrevista ao Jornal Correio Brasiliense sobre sintomas, causas e tratamento. Segundo ela, algumas das causas podem ser doenças gastrointestinais como refluxo, hérnia de hiato, excesso de gases causando distensão abdominal, megaesôfago, tumores de esôfago e pós operatório de cirurgia abdominal.

O soluço também pode ocorrer devido a causas neurológicas como meningite, encefalites, AVC, neoplasias, esclerose múltipla, dentre outras. A médica afirma ainda que há fatores metabólicos como distúrbios hidroeletrolíticos, tabagismo, uso de medicamentos, dentre eles os corticoides.

Sobre o tratamento, Zuleica revela que pode ser feito com medidas como a interrupção do ciclo respiratório por alguns segundos, deglutição de água ou o espirro: “Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicamentos com ação neurológica ou miorrelaxante, medicamentos que inibem a acidez gástrica. Para os casos mais difíceis, pode ser necessário o uso de um marca-passo ao nível do nervo frênico”.

Apesar de raramente o soluço causar problemas mais graves, a gastroenterologista alerta que ele pode ser um sintoma de algo grave, como tumores ou doenças neurológicas.

“O soluço torna-se preocupante se ficar ininterrupto por longo período, incapacitando o paciente de seguir com suas atividades normais e impedindo o sono”, finalizou.

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