Após perder concessão em situação de falência, Viação São Roque irá vender frota de ônibus para pagar dívidas


24/10/2019 l Atualizada em - 24/10/2019 às 17:10

Conforme noticiado pelo Correio do Interior há três semanas, que  a Viação São Roque deixaria de operar na região, por situação de falência e com perda total da sua concessão para Rápido Luxo Campinas, a empresa nesta quinta-feira (24), recolheu todos seus veículos em operação e não presta mais serviços de transporte em São Roque e região. 

A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que gerencia as atividades das empresas de transporte coletivo pelo estado, concedeu autorização em definitivo à Rápido Luxo Campinas na quarta-feira para que possa operar as linhas que antes eram atendidas pela Viação São Roque, sendo: Mairinque, São Roque, Ibiúna, Alumínio e Castelo Branco (Outlet). 

Em situação de falência, Funcionários da Viação São Roque devem ser contratados pela Rápido Luxo Campinas 

No dia 21 de setembro, os funcionários da empresa entram em paralisação devido a falta de pagamento, entre outros problemas de longo prazo. Essa última paralisação foi a mais longa entre todas as outras já registradas pela empresa, tendo duração de 33 dias. Em meio a situação a direção da empresa, propôs um acordo junto ao Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e região, e seus funcionários, mas não teve a proposta aceita, o que prolongou a greve e afetou ainda mais a situação da empresa e questão financeira. 

A Viação São Roque, por 40 anos operou gerando muitos empregos e sendo referência para muitas outras empresas, mas nos últimos anos passou a enfrentar inúmeros problemas financeiros e administrativos, o que constantemente gerava a problemas de paralisações por falta de pagamento, atraso de benefícios e demais direitos trabalhistas. Alguns veículos também apresentavam problemas de falta de manutenção, devido à falta de recursos na empresa.  

As dívidas que a empresa tem estão calculadas a mais de R$ 2 milhões, e que devem ser processadas por funcionários na Justiça para que todos seus direitos trabalhistas e demais débitos sejam pagos. O Correio do Interior apurou que alguns patrimônios da empresa serão vendidos para o pagamento das dívidas, inicialmente a frota de veículos seria o primeiro item a entrar em venda.   

Procurada para falar sobre a situação, a diretora da empresa, Cleusa Souza Arnóbio não quis comentar sobre o caso. 

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