A cada 5 minutos, 1 criança fica órfã para a Covid-19 no Brasil
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A cada 5 minutos, 1 criança fica órfã para a Covid-19 no Brasil

Gabriel Kazuo

22 de julho de 2021
Atualização:22 jul 2021 às 16:27

A pandemia de Covid-19 trouxe uma triste realidade, não só para os adultos, mas também para as crianças. Um estudo do CDC, agência de controle de doenças nos EUA mostra que, a cada 5 minutos, 1 criança no Brasil fica órfã, por perder os pais na pandemia.

A situação se agravou ainda mais com a segunda onda da Covid-19, principalmente no Brasil, pois a maioria dos mortos eram da faixa etária dos 30 a 55 anos, faixa etária onde se encontram muitos pais de família. Ao todo, cerca de 113 mil crianças se tornaram órfãs, entre março de 2020 e abril de 2021, perdendo ou um dos pais, ou os dois.

Se somarmos os números dos idosos mortos entre a primeira e segunda onda da pandemia, o Brasil soma cerca de 130 mil órfãos pela Covid, pois alguns deles faziam o papel de pais de crianças menores de idade. Em termos mundiais, estima-se que 1,5 milhão de crianças e adolescentes tenham se tornados órfãs, desde que a pandemia começou.

Crescimento no número de crianças órfãs e efeitos no psicológico

O estudo do CDC também mostra que o Poder Público precisa agir de forma rápida nesses casos, e acolher as crianças órfãs, dando todo o suporte necessário para que elas tenham uma nova vida, por meio de programas de adoção.

Vários projetos desse porte estão parados na Câmara dos Deputados, para serem votados o quanto antes, para dar algum tipo de sustento para os órfãos da pandemia. Um deles é um pagamento de uma pensão para cada criança órfã que o país tem, no atual momento.

Número de órfãos crescem no Mundo. Como lidar com isso?

Susan Hillis, responsável pela pesquisa do CDC, disse que em todas as pandemias já existentes, o número de crianças que perdem os pais é enorme. Mas, o que muitos ignoram é que não se pode cuidar só em evitar mortes, mas também de dar amparo a quem é afetado por elas, como os menores de idade.

Entretanto, por conta da alta letalidade, a pandemia de Covid-19 extrapola qualquer tipo de estatística apresentada em outras oportunidades, visto que ela sequer foi controlada ou erradicada por algum país. Hillis conta que a cada 12 segundos, um pai, ou uma mãe, ou um avô/avó de criança morre por Covid-19. 

Para amenizar um pouco a dor da perda, Hillis recomenda que as crianças e adolescentes busquem uma maior aproximação com os parentes mais próximos e distantes, pois caso haja morte dos pais, são eles que deverão virar os protagonistas dos cuidados delas, e terão que dar todo o suporte para que o luto seja superado.

Em relação ao Poder Público, além de conter a pandemia, é necessário investir em programas de psicologia infantil, para que profissionais e parentes possam ensinar os órfãos a superar a morte neste tempo difícil.

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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