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A cada 5 minutos, 1 criança fica órfã para a Covid-19 no Brasil

Gabriel Kazuo

22 de julho de 2021 - updated: 13 dez 2021 às 16:08

A pandemia de Covid-19 trouxe uma triste realidade, não só para os adultos, mas também para as crianças.

Um estudo do CDC, agência de controle de doenças nos EUA mostra que, a cada 5 minutos, 1 criança no Brasil fica órfã, por perder os pais na pandemia.

A situação se agravou ainda mais com a segunda onda da Covid-19, principalmente no Brasil, pois a maioria dos mortos eram da faixa etária dos 30 a 55 anos, faixa etária onde se encontram muitos pais de família.

Ao todo, cerca de 113 mil crianças se tornaram órfãs, entre março de 2020 e abril de 2021, perdendo ou um dos pais, ou os dois.

Se somarmos os números dos idosos mortos entre a primeira e segunda onda da pandemia, o Brasil soma cerca de 130 mil órfãos pela Covid, pois alguns deles faziam o papel de pais de crianças menores de idade.

Em termos mundiais, estima-se que 1,5 milhão de crianças e adolescentes tenham se tornados órfãs, desde que a pandemia começou.

Crescimento no número de crianças órfãs e efeitos no psicológico

O estudo do CDC também mostra que o Poder Público precisa agir de forma rápida nesses casos, e acolher as crianças órfãs, dando todo o suporte necessário para que elas tenham uma nova vida, por meio de programas de adoção.

Vários projetos desse porte estão parados na Câmara dos Deputados, para votação o quanto antes, dando algum tipo de sustento para os órfãos da pandemia.

Um deles é um pagamento de uma pensão para cada criança órfã que o país tem, no atual momento.

Número de órfãos crescem no Mundo. Como lidar com isso?

Susan Hillis, responsável pela pesquisa do CDC, disse que em todas as pandemias já existentes, o número de crianças que perdem os pais é enorme.

Mas, o que muitos ignoram é que não se pode cuidar só em evitar mortes, mas amparar a quem é afetado por elas.

Entretanto, por conta da alta letalidade, a Covid-19 extrapola qualquer estatística apresentada em outras oportunidades, visto que ela sequer foi erradicada por algum país.

Hillis conta que a cada 12 segundos, um pai, ou uma mãe, ou um avô/avó de criança morre por Covid-19. 

Para amenizar um pouco a dor da perda, Hillis recomenda que as crianças  busquem uma aproximação com os parentes mais próximos e distantes, pois caso haja morte dos pais, são eles que deverão virar os protagonistas dos cuidados delas.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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