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28 de setembro de 2018

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Desapropriação em São Roque (SP) beneficiou familiares de Alckmin em R$ 3,8 milhões

By on 18 de setembro de 2018

***Rafael Lima, Igor Juan – Correio do Interior.

Nesta semana, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que entre anos de 2013 e 2014, o governador do estado Geraldo Alckmin, e atual candidato à presidência da República pelo Partido Socialista Democrático Brasileiro (PSDB), assinou dois decretos que levaram a desapropriação de terrenos em que envolviam seus familiares em São Roque (SP).

As medidas mencionam dois nomes:  Othon Cesar Ribeiro – filho do cunhado do ex-governador já citado em delações em crime de caixa dois para campanhas -, e Juliana Fachada Cesar Ribeiro. E ainda, cita que os processos já renderam cerca de R$3,8 milhões a eles.

Essas medidas foram destinadas para a construção do novo trecho da Rodovia Raposo Tavares e muitas moradias que estavam no trajeto do contorno tiveram que ser desapropriadas através de ações judiciais. Conhecida como o prolongamento do contorno de São Roque, a obra, foi entregue por Alckmin, quando ainda era governador, com um custo declarado de R$84,6 milhões.

Com direito de resposta, o candidato do PSDB afirmou, através de sua assessoria, que não interferiu em nada na questão do traçados do contorno de São Roque e critica afirmando que ofende o seu bom senso essa ideia de que o processo foi conduzido apenas para beneficiar seus familiares.

“O governo não interferiu de forma alguma no traçado do contorno de São Roque, seja de forma direta, seja por intermédio da Artesp (hipótese aliás desprovida de sentido, por se tratar de agência reguladora independente), muito menos pela concessionária CCR. O traçado foi definido depois de audiências públicas com a população do município”, afirma por meio de nota à imprensa.

Executivos da concessionária responsável disseram ao Ministério Público que pagaram caixa dois ao ex-governador por meio de Adhemar, pai de Othon. No decorrer dos decretos, dois processos de desapropriação foram abertos. E um deles, uma sentença foi data em março deste ano em que determinou o pagamento de R$2,2 milhões para a desapropriação de 28,4 mil m² de terras diretamente ligadas ao casal.

A Artesp e a CCR negaram que a obra tenha sido influenciada pelas relações entre o ex-governador e seus familiares. Othon afirmou ao veículo que não é o proprietário das terras e Juliana contou que teve prejuízo já que poderia ter feito um possível empreendimento imobiliário no local.

 

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